Livro: Economia Familiar Recomendações para sua vida financeira não naufragar - Ary Baldini Tavares e José Roberto Machado
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ECONOMIA FAMILIAR RECOMENDAÇÕES PARA SUA VIDA FINANCEIRA NÃO NAUFRAGAR
Autor: Ary Baldini Tavares e José Roberto Machado
Editora: Leud
ISBN: 978-85-7456-227-8
Edição: 1ª - 2007
Número de páginas: 80
Acabamento: Brochura

R$  15,00
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"Não é conveniente a ninguém se tornar escravo de um rígido orçamento que impeça adquirir produtos que, mesmo podendo ser considerados supérfluos, satisfazem amplamente algum sonho de consumo.
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\nPara economizar, ninguém tem a obrigação de sacrificar a felicidade material que certas aquisições têm o poder de gerar. Mas deve ter uma correta noção dos limites e conseqüências, para que o sonho de hoje não se torne o pesadelo de amanhã."
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\n"Comer é agradável, é alegria. Nada se festeja melhor que com um bom petisco.
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\nGastar é uma extensão desse hábito original. Se os primitivos só tinham alimento, os modernos têm um enorme elenco de produtos e serviços que dão a mesma satisfação.
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\nGastar é, no fundo, uma forma moderna de comer. A diferença é que comer engorda e gastar emagrece, pelo menos, o bolso."
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\nRegime ou reeducação?
\nNão é difícil traçar um paralelo entre dois dos maiores problemas que afetam as pessoas e suas famílias neste novo e surpreendente terceiro milênio:
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\nobesidade e inadimplência. Em ambos os transtornos há invariavelmente na origem um descontrole, um compromisso bem intencionado de que a questão será resolvida no menor prazo possível e o descumprimento imediato de promessas feitas da boca para fora, porque comer é muito bom e gastar também.
\n
\nPara a obesidade há milhares de regimes que nunca dão certo porque as pessoas têm na comida uma forma de recompensa pelas agruras da vida suportadas em sociedade, no trabalho e na vida familiar. Além disso, comer faz parte da porção animal do ser humano que, desde sua origem, dedicava todo o seu tempo e sua disposição em busca de alimentos.
\n
\nComer é agradável, é alegria. Nada se festeja melhor do que com um bom petisco. Salomão deixou registrado em um livro chamado Eclesiastes que para o homem não há nada melhor que comer e beber e aproveitar o que é bom como recompensa por seu trabalho árduo, pois isso procedia das mãos do próprio Deus.
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\nSem dúvida, era um sábio.
\nGastar é uma extensão desse hábito original. Se os primitivos só tinham alimento, os modernos têm um enorme elenco de produtos e serviços que dão a mesma satisfação.
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\nGastar é, no fundo, uma forma moderna de comer. A diferença é que comer engorda e gastar emagrece, pelo menos, o bolso.
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\nPara sair do problema, a solução mágica é reeducação. Reeducar é aprender que pode-se comer bem, de tudo, sem exageros. Evitar a repetição do prato, selecionar a sobremesa menos calórica e, sempre que estiver ingerindo alimento, conscientizar-se do que está fazendo.
\nO mesmo se aplica no momento de avançar gulosamente sobre o Cartão de Crédito ou do Cheque Pré.
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\nSaber se não está exagerando e comprar sabendo o que se está fazendo. Simplesmente reeducar-se na hora de comprar, para não ter angústia na hora de pagar. Ou de não poder pagar.
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\nEm ambos os casos, é extremamente importante entender bem como você tem se comportado e fazer seu próprio controle, ao seu gosto.
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\nEsta obra insiste em que a solução do problema das di-ficuldades financeiras só é viável se sinceramente desejada - com heroísmo se necessário - pelo próprio leitor.
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\nCarrega a convicção de que não existe genérico para conselho. Basta que as estatísticas mostrem aumento da inadimplência para que todos os noticiários de rádio e televisão entrevistem economistas aconselhando os devedores a se livrar de suas dívidas.
\n
\nInvariavelmente, os conselheiros fazem uma comparação entre os juros pagos no Cartão de Crédito e nos Cheques Especiais, recomendando que, se for o caso, o devedor faça uma operação bancária ponte, com juros menores - mas nem tanto - e os pagamentos programados.
\n
\nA recomendação prossegue: se a despesa, acrescida das parcelas negociadas, foi maior que a receita, siga pelo menos um dos dois caminhos: aumente a receita ou diminua a despesa. Arranje um bico e elimine o consumo de supérfluos.
\n
\nParece muito fácil para quem recomenda e quase im-possível para quem executa.
\nBicos, para a maior parte dos profissionais de classe média, não existem. Especialmente para quem está empregado e tem que cumprir jornada integral. Não dá para fazer uma caixa de engraxate e aproveitar a manhã de sábado ou ir vender sanduíches na saída dos teatros ou clubes da moda.
\n
\nAlém disso, o desemprego está bravo, também para os quebra galhos.
\nDo outro lado, fica a enorme dificuldade em saber o que é realmente supérfluo. Produtos de beleza, para quem quer ou precisa estar bem com o espelho, pode ser mais essencial que o pãozinho francês.
\n
\nDiante do desafio de cortar gastos, cada qual tem que encontrar seu caminho, com o mínimo suportável de sacrifícios. Nesse caso, não tem roupa comprada pronta que tenha caimento perfeito para todos os corpos.
\n
\nAqui se concentra o objetivo desta obra. Mostrar o signi-ficado de cada produto ou serviço, a forma de compreender o limite do sacrifício e a esperança de que o leitor se organize racionalmente para buscar a solução de um problema que, por ser comum, pode ter-se tornado uma verdadeira epidemia.
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\nA liberdade da escolha
\nA liberdade de escolha pode ser vista como o exercício do livre arbítrio ou simplesmente como desejo pessoal. Esperar o milagre da conversão do saldo negativo do cheque especial ou do cartão de crédito em positivo, é exigir demais do Criador.
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\nSe há um milagre possível é a transformação de um gastador compulsivo em um consumidor comedido. Isso sim, pode resolver o problema. Cabe a cada um fazer sua parte.
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\nDiz o provérbio:
\nDeus dá a árvore. Mas não racha a lenha!
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